Como Sargento de carreira do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre, entendo que a criação de bombeiros temporários precisa ser analisada com muito cuidado.
Ser bombeiro militar não é apenas exercer uma função por alguns anos. É assumir um compromisso de vida com a instituição e com a sociedade. A profissão exige preparo constante, experiência prática e maturidade para lidar com situações extremas, onde qualquer erro pode custar vidas.
A formação de um bombeiro é demorada e envolve alto investimento. Quando o profissional permanece pouco tempo na corporação, a instituição perde parte desse investimento e também perde a experiência que ele poderia acumular ao longo dos anos. A alta rotatividade pode enfraquecer a união da tropa e impactar a qualidade do serviço prestado.
Defender um efetivo composto majoritariamente por militares de carreira não é ser contra avanços, mas sim preservar a força, a estabilidade e a qualidade do atendimento à população. O fortalecimento do Corpo de Bombeiros deve acontecer por meio de concursos públicos regulares e valorização dos profissionais que dedicam sua vida à missão de salvar e proteger.