É preciso que todos os colegas entendam a armadilha por trás do discurso do militar temporário. O governo não está "ajudando" a Segurança Pública; ele está criando um teto de vidro para a nossa valorização salarial. No momento em que o Estado prova que pode operar com militares sem direitos, sem previdência e com custo reduzido, o nosso poder de negociação morre. Por que dariam o aumento que merecemos se podem contratar três temporários pelo preço de um "sargento de carreira"?
O argumento do "rombo fiscal" é uma desculpa seletiva que nunca chega aos outros poderes, mas que agora querem empurrar no nosso lombo. Apoiar esse modelo é aceitar que a expertise técnica do Bombeiro não vale o que pedimos. Precisamos de concursos efetivos, de recomposição salarial e de respeito à nossa trajetória. Não se deixem enganar: o temporário é a ferramenta de controle que o sistema precisa para manter o praça estagnado. União e clareza são as únicas armas que temos contra essa precarização disfarçada de solução.