Bombeiro temporário e a precarização do trabalho.

Bombeiro temporário e a precarização do trabalho.

por WILLIAM DA SILVA MOISES -
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“Reconheço que a inserção de militares temporários atende, no curto prazo, a necessidades institucionais, como o suprimento do déficit de efetivo, a redução de custos previdenciários e a ampliação da flexibilidade administrativa. Entretanto, entendo que esse modelo também apresenta impactos negativos relevantes, como o enfraquecimento da carreira militar, o desperdício de investimento em formação profissional, a alta rotatividade e a desvalorização do efetivo de carreira. Nesse sentido, considero que a adoção contínua de servidores temporários tende a fragilizar a instituição a médio e longo prazo, comprometendo a consolidação de um corpo técnico experiente, comprometido e identificado com a missão institucional.”

“Além dos impactos institucionais, a adoção de militares temporários também ignora o elevado desgaste físico, psicológico e emocional inerente à atividade de segurança pública. A função exige exposição contínua a situações extremas, jornadas irregulares e alto nível de estresse, gerando prejuízos à saúde ao longo do tempo. Submeter profissionais a esse desgaste sem a garantia de estabilidade, carreira e proteção social adequada configura uma forma de precarização do trabalho, afetando tanto os temporários quanto o efetivo de carreira. Assim, entendo que a política de vínculos provisórios tende a fragilizar a instituição e desvalorizar o servidor que dedica sua vida à missão pública.”