Os bombeiros temporários podem representar uma ferramenta administrativa de gestão de pessoal, especialmente útil para suprir déficits momentâneos de efetivo, atender demandas sazonais (como estiagem ou enchentes) e dar maior flexibilidade ao planejamento institucional. Ao mesmo tempo, não substituem a importância do efetivo de carreira, que garante continuidade, preservação da cultura organizacional, experiência acumulada e estabilidade institucional.
Do ponto de vista organizacional, o modelo pode contribuir para ampliar a capacidade operacional sem gerar encargos permanentes ao Estado. Contudo, exige planejamento rigoroso para evitar alta rotatividade, perda de investimento em capacitação e eventual desequilíbrio interno entre militares de carreira e temporários.
Em termos institucionais, a discussão não deve se concentrar apenas na modalidade de vínculo, mas principalmente em critérios como:
· Qualidade da formação;
· Clareza das atribuições;
· Limites quantitativos de contratação;
· Compatibilidade com o regime jurídico militar;
· Planejamento estratégico de longo prazo.