Quando o militar temporário entra para cobrir uma "lacuna" (férias, licenças ou um aumento sazonal de ocorrências, por exemplo), ele é um multiplicador de forças, sendo benéfico para a manutenção dos serviços prestados à sociedade, mantendo o poder de atendimento das ocorrências, mesmo com o repentino aumento da demanda (exclusivamente quantitativo). Já quando ele entra para "tapar buraco" da falta de efetivo em função da ausência de concurso público (realidade presente no nosso estado e na nosa corporação, onde observamos apenas três concursos públicos nos ultimos trinta anos), ele vira um precarizador da profissão, devido à alta rotatividade; à desmotivação dos tesmporários; à falta de capacidade de especialização da tropa; a desvalorização salarial, se tornando um elo enfraquecido da instituição.
Para que o modelo fortaleça em vez de fragilizar, o número de temporários jamais deve ultrapassar um teto preestabelecido por exemplo. O militar temporário deve ser um aditivo, nunca o combustível principal.
No CBMAC, onde o ambiente de selva e as cheias dos rios exigem um conhecimento geográfico e técnico muito específico da nossa região, a "curva de aprendizado" de um militar é alta demais para ser descartada a cada 4 ou 8 anos.