1. A Incompatibilidade entre "Temporariedade" e a Complexidade do Socorro
Nossa profissão exige um nível de especialização que não se constrói em meses. Diferente das Forças Armadas, onde o temporário muitas vezes cumpre funções de suporte, o Bombeiro Militar lida com a vida e o patrimônio alheio em situações de estresse extremo.
A pergunta é: vale a pena investir na formação de um soldado para que ele leve todo o seu conhecimento técnico embora em 8 anos, justamente quando atingiu sua maturidade operacional?
2. A Quebra da Unidade de Doutrina e Hierarquia
O militarismo se baseia na estabilidade e no compromisso de longo prazo. Inserir um contingente que já entra com data para sair cria um "exército de passagem". Isso pode gerar:
Desmotivação: O militar temporário pode não desenvolver o mesmo brio e "espírito de corpo" de quem enxerga a farda como missão de vida.
Fragilidade Hierárquica: Como Sargentos, seremos nós a gerir essa mão de obra. A gestão de pessoas que não possuem plano de carreira torna a disciplina muito mais complexa e superficial.