A adoção de militares temporários deve ser considerada e bem avaliada já que poderá impactar na carreira militar. Alguns pontos devem ser levados em consideração como: possível desvalorização do efetivo de carreira; relação entre temporários e progressão funcional; reflexos na hierarquia e disciplina e a motivação e identidade institiucional. E a pergunta de ouro: O modelo fortalalece ou fragiliza a carreira militar estadual?
Nesse sentido poderá faciliar a gestão estratégica de efetivo, pois a ocorreria uma recomposição rápida diante de vacâncias, afastamentos e expansão de unidades, bem como maior flexibilidade para ajustar o efetivo conforme demanda operacional sazonal. Porém, poderá fragilizar caso haja substituição estrutural de concurso público, na utilização recorrente de temporários para suprir déficit permanente, e consequentente, redução de vagas no quadro efetivo. Além do mais, vínculo transitório pode impactar comprometimento institucional, e ainda em um possível enfraquecimento da cultura organizacional e da tradição militar.
Sendo assim, creio que fortalecerá se for utilizada como instrumento auxiliar, planejado e limitado, e fragilizará, caso seja para suprir solução estrutural para déficit permanente.